Fico
feliz quando as pesquisas que faço para blog me levam a reencontrar personagens marcantes
na minha trajetória e, vez ou outra, acabamos nos esbarrando, ainda que
virtualmente. Nessa pesquisa
sobre o nheengatu, tive mais de uma grata surpresa. A primeira foi receber os
artigos do meu amigo Guima, de Lambari, já mencionados na postagem anterior (aqui). A outra
veio de um amigo de longo tempo, desses que a gente encontra muito pouco, mas
que permanecem no coração e na memória. Esse meu amigo (José Marcelino é o nome
dele) deixou um comentário no post sobre a língua brasílica (aqui). Cumprimentou minha
iniciativa e sugeriu que eu falasse sobre o nheengatu. Ora, ora, era justamente
o tema da postagem seguinte à da língua brasílica. Sincronicidade! Mas o artigo ficou tão grande que
resolvi desdobrá-lo. Esta é a segunda parte; a primeira foi aquela sobre os estudiosos de Tupi, em Lambari. ![]() |
| Prof. José Marcelino |
Mestre pela USP e doutoranda pela mesma universidade, Mariana pesquisou os fenômenos que derivaram dos contatos linguísticos do nheengatu com o português, justamente na cidade de São Gabriel da Cachoeira, cidade situada a 850 km de Manaus e onde o nheengatu é falado por quase 90% da população. Na entrevista, ela explicou como, no início do século 18, os colonizadores entraram na Amazônia pelos rios e encontraram uma realidade multilíngue, muito diferente da “homogeneidade linguística” da costa brasileira que falava o tupi antigo.
Em tempo: o podcast Ambiente é o Meio vai ao ar toda quarta-feira às 13h. Você pode acompanhar pela Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz.
Referências
https://jornal.usp.br/feed-podcasts/usp_podcasts_xml_ambiente-e-o-meio/ambiente-e-o-meio.xml

Link para a entrevista: https://jornal.usp.br/podcast/ambiente-e-o-meio-138-estudo-mostra-como-nheengatu-se-transformou-em-lingua-amazonica/
ResponderExcluirMuito bom o texto.Jose Marcelino sempre um também estudioso.Bebel.
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