É inegável a rapidez das mudanças tecnológicas, sobretudo nos últimos 40 anos: do fax (que muitos nem sabem o que é) ao celular de última geração; do velho relógio de bolso aos relógios de pulso conectados à internet; enfim, dos “sinais de fumaça” às redes sociais... Foi tudo muito rápido, sobretudo para as gerações que ainda estão aqui, os nascidos nas décadas de 1930, 40, 50 e até nos anos 60. Vá lá, muitos são mais “ágeis” do que a grande maioria e sabem usar redes sociais simples, por exemplo, para se comunicar com a família, com os amigos, mas a grande maioria, não. Aliás, muitos nem têm celulares.
MAS... Sim, temos um enorme, um gigantesco MAS... Letramento digital. Se não é segredo que hoje vivemos na era digital, se a tecnologia é ótima e natural para os mais jovens pode ser, ao mesmo tempo, um desafio intransponível para os mais idosos. Daí, uma tecnologia que deveria servir a todos e incluir, acaba excluindo uma camada importante da população. Exclusão digital é o que parece estar acontecendo com os nossos idosos. Pagar contas, marcar consultar, exames médicos ou o simples fato de pedir comida virou um problemão para eles, que precisam de ajuda para as tarefas mais simples, sobretudo, quando serviços em geral, públicos e privados, cada vez mais, eliminam o fator humano e se voltam apenas aos aplicativos virtuais com senhas, códigos, biometrias etc. Não é tão simples, por exemplo, fazer o reconhecimento facial, e mesmo os jovens têm certa dificuldade nesse processo. Os mais velhos, por sua vez, ficam inseguros e constrangidos por sempre terem que pedir ajuda aos mais jovens. Esse é um processo cruel que parece dizer: “você não serve para isso”, “esse mundo não é mais para você”, “você se tornou descartável”...
En una reunión familiar, un joven le preguntó a sus padres, tíos, y abuelos:
_¿Como pudieron vivir antes? Sin Tv, sin Wi Fi, sin tecnologia, sin internet, sin ordenador, sin drones, sin bitcoins, sin móviles, sin Facebook, sin Twiter, sin YouTube, sin Whatsapp, sin Messenger, sin Instagram???
Entonces en medio de toda la família, el abuelo tomó la palabra y le respondió:
_"Pues mira, mi querido nieto, hemos vivido igual que tu generación vive hoy... sin oraciones, sin respeto, sin valores, sin personalidad, sin noción de compromiso, sin el yo interior, sin carácter...
Referências
https://sol.sbc.org.br/index.php/latinoware/article/view/26081
https://www.instagram.com/reel/DbHGCFdPfKZ/
https://www.instagram.com/reel/DFPvJ45xGaI/?hl=en


Que moda chata essa de achar que velho é bobo.
ResponderExcluirBem lembrado, A ballada de Narayama.
ResponderExcluirE não é só com os idosos:
Quem não pode ter um celular não pode fazer nada.
Entram e saem governos de direita e entram e saem governos de esquerda e essa exclusão prossegue inabalada.
Tema cada vez mais urgente. Será prioritário, não por uma consciência de mercado, mas por demanda comercial. Infelizmente.
ResponderExcluirEu me lembro quando assisti, muito jovem, Balada de Narayama, em BH, no cine Pathé da Savassi. E sim, para os mais idosos é muito difícil acompanhar a tecnologia. Me lembro da mãe e da minha sogra. Hoje em dia que tudo é no celular, sempre alguém tem que ajudar. É... a máxima do capital que exclui em detrimento de lucros no chamado feudotecnológico. O que eles nomeiam como minorias, vivem nas margens da sociedade. Não é diferente com os idosos que em sua maioria não produzem para render lucro no mercado. O etarismo está aí e cada dia mais forte, pois estamos vivendo mais tempo e isso na lógica deles não produz lucro, só despesas.
ResponderExcluirOs elefantes abandonam os que nao conseguem mais acompanhar a manada. O coletivo acima do indivíduo. Nós não somos elefantes, né?
ResponderExcluirOlá! Acredito que a solidão e o morrer sozinho sem os cuidados paliativos seja efeitos desse meio-tecnico- científico - informacional e seja o sentimento mais duro e grave. Em alguns países há o ministério da solidão. As ruas estão vazias e as pessoas se comunicam globalmente esquecendo as relações humanas e o que é ser humano - muitas vezes. Um abraço!
ResponderExcluirA reflexão de excluir o que não se adapta a maioria … sempre foi o desafio de viver em sociedade … obrigada pelo texto e pelas observações anteriores tb. Pensar e agir como uma aldeia global temos muito a aprender …abs IsaRe
ResponderExcluir