segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ecos Culturais | Curso de Design


Quem ama design e quer aperfeiçoar seus conhecimentos na área não pode perder tempo. A partir de fevereiro, tem início a segunda edição do curso livre de História do Design, ministrado por Ethel Leon*, professora de design e jornalista. O programa, de dar água na boca, compreende a história do design, sobretudo do design europeu e norte-americano, desde o século XVIII até o final do século XX, sem deixar de lado o viés da produção brasileira.

Como em qualquer área, conhecer a história é fundamental para se posicionar no mundo, para agir de forma responsável, integrada e atuante e, no caso específico deste curso, para não reinventar a roda ou, simplesmente, “criar” algo que apenas disfarce e dê uma nova roupagem ao já existente, o que poderia ser chamado, pura e simplesmente, de plágio. 

Charles e Ray Eames, Thonet, Charlotte Perriand, Arne Jacobsen, Herman Miller, Vico Magistreti, Rennie Mackintosh, Le Corbusier, Oeter Beherens, William Morris, Toulouse Lautrec, Paul Klee, Kandinsly, Bauhaus, Art Nouveau, Art Deco etc. são alguns dos personagens e atores dessa bela história. Imperdível e, se pudesse, eu já estaria lá. 

A segunda edição do curso de design terá nove módulos, com quatro aulas cada. Com duração de duas horas, as aulas têm início no dia 20 de fevereiro e acontecem sempre às terças-feiras à noite. Os interessados podem fazer o curso completo ou assistir a aulas avulsas, se houver disponibilidade (30 vagas no total). O curso não tem pré-requisitos.
Veja a programação completa  aqui. 

Curso História do Design 2018
Com Ethel Leon
ATEC Cultural
Terças-feiras, das 19h30 às 21h30
Início: 20 de fevereiro de 2018

* Ethel Leon é pesquisadora, professora de História do Design Brasileiro, doutora    pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP) e autora dos livros: Michel Arnoult, Design e Utopia – Móveis em Série para Todos, São Paulo: Sesc, 2016 e de “Memórias do Design Brasileiro" de Ethel Leon. São Paulo: Senac, 2009, entre outros. 

Referências:

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Ecos Tradutórios | K.I.S.S.


 Começo o ano com um tema que me agrada: a escrita, ou melhor, a boa escrita. Escrever é uma arte. Escrever de forma clara, simples e direta é uma arte elevada ao quadrado.
 Como tradutora e revisora, percebo o quanto alguns autores, sobretudo no mundo acadêmico, têm dificuldade de escrever de forma objetiva e clara. Parece que acreditam que quanto mais complicado, denso e nebuloso for o texto, mais reconhecidos serão seus autores. A meu ver, uma falácia.  

Em algumas das minhas versões para o inglês, percebo que os próprios autores têm dificuldade para me explicar o que quiseram dizer com determinado trecho. Se é difícil entender em português, imaginem traduzir isso para uma língua cuja estrutura é completamente diferente da nossa...  O inglês, por exemplo, tem características próprias e bem diferentes: é uma língua mais simples, direta, objetiva. Imaginem então como sofre o tradutor para tentar verter textos de quem se considera “iniciado” em qualquer área e resolve escrever apenas para seus “pares”. Não há como negar. Muitas vezes é preciso trabalhar um pouco o texto. Não digo suprimir ou acrescentar trechos, é evidente, mas apenas dividir parágrafos enormes, organizar as inversões, mexer na pontuação, unir frases, reescrever trechos para a leitura ficar mais lógica e palatável na língua de chegada.

Outro dia, enquanto lia sobre o tema, descobri um excelente artigo com dicas  interessantes sobre como escrever bem em inglês, o que deveria valer para qualquer língua. A autora é a professora Melanie que dá boas dicas em seu site English Teacher Melanie.   
Dentre os artigos que li, encontrei o tal “K.I.S.S.”. Pois é, também fiquei curiosa e adorei a leitura. Para quem não lê bem em inglês, adianto que K.I.S.S significa Keep it simple and short or straighforward or small. Ou seja, quando for escrever um texto procure escrever um texto simples, fácil de entender, curto, direto, objetivo.  Em qualquer língua. Para quem entende e escreve em inglês, sempre vale tentar aprimorar seus conhecimentos e, sem dúvida, vale a leitura. 


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Ecos Musicais | Querelas do Brasil

Imagem: https://www.norway.no. Photo: World Trade Organization – Mexico Institute.

A letra é sensacional. Os compositores são fora de série. Só para lembrar, entre outras maravilhas, Aldir Blanc foi autor de O Mestre-Sala dos Mares, junto com João Bosco. As intérpretes, então, nem se fala. Elis e Maria Rita? Inacreditável, simplesmente.  O Quarteto em Cy mantendo por 50 anos a doçura de suas vozes.  Música e músicos que me acompanham, há anos. Bom BraSil para vocês! 

   Querelas do Brasil, em três versões, todas lindas. 
 
      1 -   Elis Regina: https://www.youtube.com/watch?v=B4J1cMflAfg 

 
     2 -   Maria Rita: https://www.youtube.com/watch?v=D3e9S-kfylo. Publicado em 12 fev.2013. Best of Maria Rita:  https://goo.gl/8Z6PzW 

      3 -   Quarteto em Cy: https://www.youtube.com/watch?v=lyNOFgqu52I Publicado em 29 mar.2017. Álbum Querelas do Brasil (1974).  
     
O Brazil não conhece o Brasil
O Brasil nunca foi ao Brazil...
Tapir, jabuti, liana, alamandra, alialaúde
Piau, ururau, aqui, ataúde
Piá, carioca, porecramecrã
Jobim akarore Jobim-açu
Oh, oh, oh

Pererê, câmara, tororó, olererê
Piriri, ratatá, karatê, olará

O Brazil não merece o Brasil
O Brazil tá matando o Brasil
Jereba, saci, caandrades
Cunhãs, ariranha, aranha
Sertões, Guimarães, bachianas, águas
E Marionaíma, ariraribóia,
Na aura das mãos de Jobim-açu
Oh, oh, oh

Jererê, sarará, cururu, olerê
Blablablá, bafafá, sururu, olará

Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil

Tinhorão, urutu, sucuri
O Jobim, sabiá, bem-te-vi
Cabuçu, Cordovil, Cachambi, olerê
Madureira, Olaria e Bangu, Olará
Cascadura, Água Santa, Acari, Olerê
Ipanema e Nova Iguaçu, Olará
Do Brasil, SOS ao Brasil
Do Brasil, SOS ao Brasil...