sexta-feira, 26 de junho de 2026

Ecos Culturais | Um viva às tradições juninas

Amo as festas juninas. Se pudesse, iria a todas, em várias cidades de Norte a Sul do país. Adoro ver a animação, o envolvimento da população, a alegria simples e genuína dessas festas com a música, a sanfona, a viola, as danças, as pessoas a caráter, os quitutes. A comemoração é bem antiga. Vem do Hemisfério Norte, quando vários rituais pagãos eram realizados para pedir clima bom e colheita farta. Mais tarde, as principais celebrações pagãs foram incorporadas ao calendário das festas religiosas da Igreja.  
 
E, claro, os portugueses trouxeram para o Brasil essa tradição, que coincidia com os rituais de fertilidade e de preparação da terra dos povos indígenas. E assim foi. Primeiro veio a festa de São João, no dia 24, na noite mais longa do ano, solstício de inverno. A tradição da fogueira nos remete à Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Isabel teria acendido uma fogueira para avisar a prima sobre o nascimento de João, o Batista. Só bem depois é que surgiram os festejos de Santo Antônio, o santo casamenteiro, no dia 13 de junho, e os de São Pedro, padroeiro dos pescadores, das viúvas e guardião das portas do céu, em 29 de junho.   

Aqui, as festas variam pouco de cidade para cidade e todas trazem muita alegria, música, decoração e brincadeiras típicas de cada região – bandeirinhas,  jogos, sortes, adivinhações, crendices e simpatias para arrumar casamento, 'puxada' do mastro, a bandeira triangular com a imagem dos três santos, correio elegante, pau de sebo, fogueira, o forró e as quadrilhas, cuja origem remonta aos celtas e estão cada vez mais incrementadas e competitivas, verdadeiros espetáculos de canto, dança e fantasias. 

O espaço dos festejos era o arraial, alusão aos antigos vilarejos brasileiros e por ali brincava-se, dançava-se e experimentava-se as comidinhas típicas da época: milho assado ou cozido, pamonha, curau, canjica, broa, bolo de fubá, de milho ou de aipim, cuscuz, pipoca, arroz doce, amendoim torrado, pé de moleque, pinhão, cocada, quentão, vinho quente, batata doce assada e muito, muito mais. Delícias sem fim...

No Nordeste, mais que em qualquer outro lugar, as cidades parecem viver intensamente esses momentos de pura alegria e cultura. Tudo organizadíssimo em pequenos ou grandes 'arraiais', como os de Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco). No Sudeste, as festas mais tradicionais são as organizadas por igrejas, escolas e clubes, com quermesses, as barraquinhas e muito forró. Uma tradição que me faz lembrar da época de criança, quando ia com minha avó italiana, Rosária Marino, às quermesses ou para receber o “pãozinho de Santo Antônio”, distribuído pelas igrejas no dia 13 de junho, para que nunca faltasse alimento naquele lar. Depois, vieram as festas juninas no clube e, mais tarde, na universidade. Hoje fico na dúvida sobre onde ir....

De qualquer forma, vale comemorar (lembrar junto) as nossas ricas tradições, tesouros impagáveis da diversidade desse nosso país de imensos contrastes, mas com um patrimônio cultural e uma alegria de dar inveja a muitos povos.   

Referências

https://anitadimarco.blogspot.com/2015/06/cultura-tradicao-yes-nos-temos-festas.html

https://anitadimarco.blogspot.com/2025/06/ecos-culturais-ah-as-festas-juninas.html

https://anitadimarco.blogspot.com/2019/06/ecos-culturais-yes-viva-sao-joao.html

https://redecajueira.com.br/junho-e-o-melhor-mes-do-ano-e-podemos-provar/

 

4 comentários:

  1. Le feste che hai citato sono le stesse che vengono fatte da noi,con balli,canzoni e tante tradizioni popolari che riportano alla mente tanti ricordi di infanzia,sono feste bellissime.Un grande abbraccio Tonino

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    1. Vero.. sono bellissime. La differenza è che qui sono d'hiverno e in Italia d'estate.....va molto freddo adesso....qui... Grazie e un abbraccio

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  2. Nossa!!!! você me fez voltar a minha infância... me lembro muito bem deste pãozinho de Santo Antônio! meu avô guardava na lata de arroz, com muita fé e afirmava que assim, nunca ficaríamos sem ter o que comer! Obrigada por revivar lembrança tão especial

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    1. Eram compromissos sagrados: o pãozinho de Santo Antônio e as quermesses.... Eu amava.. amo ainda, bjs

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