Amo as
festas juninas. Se pudesse, iria a todas, em várias cidades de Norte a Sul do
país. Adoro ver a animação, o envolvimento da população, a alegria simples e genuína
dessas festas com a música, a sanfona, a viola, as danças, as pessoas a
caráter, os quitutes. A comemoração
é bem antiga. Vem do Hemisfério Norte, quando vários rituais pagãos eram
realizados para pedir clima bom e colheita farta. Mais tarde, as
principais celebrações pagãs foram incorporadas ao calendário das festas religiosas
da Igreja.
Aqui,
as festas variam pouco de cidade para cidade e todas trazem muita alegria,
música, decoração e brincadeiras típicas de cada região –
bandeirinhas, jogos, sortes, adivinhações, crendices e simpatias para arrumar casamento, 'puxada' do mastro, a
bandeira triangular com a imagem dos três santos, correio elegante, pau
de sebo, fogueira, o forró e as quadrilhas, cuja origem remonta aos
celtas e estão cada vez mais incrementadas e competitivas, verdadeiros
espetáculos de canto, dança e fantasias.
O espaço dos festejos era o arraial, alusão aos antigos vilarejos brasileiros e por ali brincava-se, dançava-se e experimentava-se as comidinhas típicas da época: milho assado ou cozido, pamonha, curau, canjica, broa, bolo de fubá, de milho ou de aipim, cuscuz, pipoca, arroz doce, amendoim torrado, pé de moleque, pinhão, cocada, quentão, vinho quente, batata doce assada e muito, muito mais. Delícias sem fim...
No Nordeste, mais que em qualquer outro lugar, as cidades parecem viver intensamente esses momentos de pura alegria e cultura. Tudo organizadíssimo em pequenos ou grandes 'arraiais', como os de Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco). No Sudeste, as festas mais tradicionais são as organizadas por igrejas, escolas e clubes, com quermesses, as barraquinhas e muito forró. Uma tradição que me faz lembrar da época de criança, quando ia com minha avó italiana, Rosária Marino, às quermesses ou para receber o “pãozinho de Santo Antônio”, distribuído pelas igrejas no dia 13 de junho, para que nunca faltasse alimento naquele lar. Depois, vieram as festas juninas no clube e, mais tarde, na universidade. Hoje fico na dúvida sobre onde ir....
De qualquer forma, vale comemorar (lembrar junto) as nossas ricas tradições, tesouros impagáveis da diversidade desse nosso país de imensos contrastes, mas com um patrimônio cultural e uma alegria de dar inveja a muitos povos.
Referências
https://anitadimarco.blogspot.com/2015/06/cultura-tradicao-yes-nos-temos-festas.html
https://anitadimarco.blogspot.com/2025/06/ecos-culturais-ah-as-festas-juninas.html
https://anitadimarco.blogspot.com/2019/06/ecos-culturais-yes-viva-sao-joao.html
https://redecajueira.com.br/junho-e-o-melhor-mes-do-ano-e-podemos-provar/
Le feste che hai citato sono le stesse che vengono fatte da noi,con balli,canzoni e tante tradizioni popolari che riportano alla mente tanti ricordi di infanzia,sono feste bellissime.Un grande abbraccio Tonino
ResponderExcluirVero.. sono bellissime. La differenza è che qui sono d'hiverno e in Italia d'estate.....va molto freddo adesso....qui... Grazie e un abbraccio
ExcluirNossa!!!! você me fez voltar a minha infância... me lembro muito bem deste pãozinho de Santo Antônio! meu avô guardava na lata de arroz, com muita fé e afirmava que assim, nunca ficaríamos sem ter o que comer! Obrigada por revivar lembrança tão especial
ResponderExcluirEram compromissos sagrados: o pãozinho de Santo Antônio e as quermesses.... Eu amava.. amo ainda, bjs
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