segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Arte & Cultura | Louise Bourgeois



Obra de Louise Bourgeois, no MAM de São Paulo. Imagem: mam.org.br

Lançado pela Tate Gallery, em junho de 2016, o Vídeo (em inglês) traz depoimentos da entrevista feita, há alguns anos, com a artista francesa Louise Bourgeois (1911-2010) por  Francis Morris,  diretora da Tate Gallery, de Londres.  Francis  salienta a inteligência feroz de Louise ao responder as perguntas da entrevistadora, não muito bem articuladas, segundo a própria Francis. O filme traz cenas de sua casa e atelier em NY e várias de suas célebres aranhas. Uma delas hoje está no Museu de Arte Moderna, do Ibirapuera, em São Paulo.
A primeira aranha surgiu por volta de 1947, sempre no papel de criadora e protetora, como o de sua mãe. Isso se prolonga até meados dos anos 1990.  Bourgeois praticava na arte o que fazia e dizia da vida: que a vida é uma série continuada de verbos: tentar, fazer, falhar e refazer... 
Traz ainda o depoimento do amigo e assistente Jerry Gorovoy que destaca a inteligência da artista, a ansiedade, o trabalho como resultado do trabalho sobre sentimentos extremos e opostos. Segundo Jerry, ela dizia que, através de sua arte, transformava coisas e sentimentos ruins - raiva, trauma, ira, frustração - em material para grandes trabalhos ...  Transformava-os em coisas boas, transformava ódio em amor.
A artista em sua casa, em NY. Imagem:issuemagazine.com
 Descrevia a si própria como um “gorila lutador”, alguém que sempre lutou, e considerava-se privilegiada pelo dom de estar em contato com seu inconsciente. Descrevia isso como sanidade, autorrealização e um dom presente em cada artista. Para seu assistente, a arte foi para ela uma forma de terapia e salvou-lhe a vida.

Referências:
http://issuemagazine.com/louise-bourgeois/#/

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Vida & Yoga | Teoria e Prática

Imagem: yogatouchmethod.com
Como aprendi e tento vivenciar, na acepção mais ampla, legítima e profunda, yoga é prática pura. Não adianta nada devorar livros e mais livros, ir à Índia, ao Tibete, ao Nepal; fazer retiros e se especializar em dezenas de técnicas de meditação; não adianta fazer as mais difíceis e acrobáticas posturas, os mais estranhos exercícios de limpeza e purificação. Não adianta falar, escrever ou dar palestras...apenas da boca para fora, como uma bela teoria, sem vivenciar o que se fala. Não adianta fazer tudo isso, mas não aplicar, no dia a dia, os yamas e niyamas, um código universal de princípios éticos, propostos por Patanjali, no Asthanga Yoga em seu compêndio Yoga Sutras, no século III a.C. Quem pratica yoga deve ser o mesmo em todos os lugares, dentro e fora da sala de aula, no tapetinho roxo, branco, verde ou lilás; na academia super chique ou na prática silenciosa individual em casa;  no retiro da montanha e no tumulto da cidade. Isso pouco importa.

Cada um deve vivenciar os ensinamentos e procurar ser a sua melhor versão na vida cotidiana: em casa, no trabalho, no ônibus, no trânsito, na convivência com os outros, no contato com o entregador de pizza, com o motorista de táxi, com a balconista da loja, com o caixa do supermercado, com o lixeiro, com o professor, com o chefe, com o colega de trabalho, com o filho levado, o pai teimoso, a família difícil ou o vizinho sistemático, com aquele que é e pensa diferente. Aliás, DIFERENTE apenas, não ADVERSÁRIO. 
Assim, os yamas e niyamas, conceitos fundamentais da maravilhosa ciência do yoga, representam um código de conduta que deve ser lembrado, relembrado e praticado, a todo o momento, até que esses conceitos se tornem parte integrante de cada um de nós, até que  se confundam com a natureza do indivíduo e transpareçam em cada ação, a cada pensamento e a cada fala, a tal ponto que surjam sem esforço, naturalmente.    

Em número de cinco [cinco yamas e cinco niyamas], todos são importantes e entrelaçados. Mas pode-se dizer que o objetivo maior da prática é desenvolver ahimsa, a não violência, no limite, entendida como amor e mansidão. Escolha um e comece a praticar: não violência, veracidade, não apropriação/ honestidade, moderação, não cobiça/desapego; pureza, alegria interior, disciplina, estudo espiritual e autoestudo; entrega a um ideal/ aceitação. Cada um deles procura dirigir o indivíduo para um melhor relacionamento com a sociedade, com o coletivo e, ao mesmo tempo, consigo mesmo, em prol de seu próprio desenvolvimento integral. Todos convergem para levar ahimsa à perfeição
Como dizia Lao Tsé, uma jornada de mil milhas começa com um primeiro passo, então, mãos à obra.  

domingo, 14 de agosto de 2016

Paisagem construída | Legado Olímpico

Não dá para negar, as olimpíadas são um grande acontecimento e uma ocasião imperdível de se transformar a cidade-sede. Ocasião de ser vitrine e fazer uma cidade melhor para todos. O grande exemplo veio de Barcelona, nos jogos de 1992, que revitalizou a cidade, integrando-a de vez nos circuitos turísticos do mundo e cuja obra mais emblemática foi a reconquista do acesso ao mar, ao transformar uma área decadente em um novo e apreciado centro de vida noturna e cultural.  

Museu do Amanhã. Imagem: portomaravilha.com.br/museu_amanha

Aqui no Brasil, várias obras foram feitas no Rio, sede dos jogos de 2016, graças ao compromisso assumido em 2009. Ou seja, sete anos de trabalho para fazer a festa acontecer – festa do esporte, do urbanismo, da arquitetura, da cidade e do país. Desde então, muita criatividade, ideias, esforços e recursos foram investidos para atender aos requisitos do Comitê dos Jogos Olímpicos. O importante é deixar a cidade aproveitar e se transformar com as obras e recursos aplicados para atender a esta programação. 
 
Arcos da Lapa. Imagem:memoriasdorio.blogspot.com

De qualquer forma, quem vai ao Rio, além de conhecer a linda cidade, sua natureza, informalidade, alegria e imensos contrastes não pode perder a chance de conhecer mais a fundo nossa bela arquitetura. Além dos edifícios históricos e lugares incomparáveis, como o Teatro Municipal, A Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o parque Laje, os arcos da Lapa, entre tantos outros, o Rio tem ícones da arquitetura moderna, reverenciados no mundo todo e também obras recentes com assinatura internacional. A revista eletrônica ArchDaily traz um guia de alguns dos muitíssimos edifícios a serem apreciados:
 
MAM-RJ. Imagem:pixelbrazil.wordpress.com
Ministério de Educação e Saúde / Lucio Costa e equipe , o grande marco de nossa arquitetura moderna, já em 1936;
- Museu do Amanhã / do arquiteto espanhol Santiago Calatrava , âncora do projeto de revitalização da zona portuária do Rio, inaugurado no final de 2015;
- Cidade das Artes / Christian Portzamparc , entre o mar e a montanha, noa Barra da Tijuca, o projeto se destina a ac olher as várias artes;
- MIS Copacabana / Diller + Scofidio ;  
- Museu de Arte Contemporânea de Niteroi ,  Oscar Niemeyer, uma obra de arte para abrigar a arte contemporânea;
Conjunto Residencial Pedregulho,  Affonso Eduardo Reidy ; projetado no final da década de 1940 e inaugurado em 1952, uma outra obra do modernismo brasileiro que merece nossa reverência;
- Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,Affonso Eduardo Reidy;   em um cenário privilegiado, um arquiteto privilegiado, um espaço único;
- Parque Eduardo Guinle, Lúcio Costa;  uma bela história dos jardins da Mansão Guyinle, de 1920, com o traço inconfundível de Lúcio Costa, na década de 1940;
- MAR – Museu de Arte do Rio / Bernardes + Jacobsen Arquitetura; uma da maravilhas resultantes do diálogo entre o existente e o antigo, uma verdadeira pérola;
- Parque Radical , de Hector Vigliecca e Associados, que compreende o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom, com o primeiro curso artificial de águas bravas do Brasil, o Centro Olímpico de BMX e o Parque Olímpico de Mountain Bike.   

Referências: 
www.cidadedasartes.org 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Reflexão | Vibração

Tudo é vibração. Imagem:sucessomental.com

Tudo o que você percebe tem uma vibração relativa que ecoa dentro de você. Quem é rápido em ver e julgar o mal, em outras pessoas, tem a semente do mal dentro de si mesmo. 
O buscador de Deus, com seu puro e alto tom vibracional, está sempre atento à fagulha divina em tudo aquilo com que entra em contato e a vibração de sua alma magnética gera maior intensidade vibracional naqueles que estão ao alcance do seu campo de vibração.

- Paramahansa Yogananda, "Lições da Self”.

domingo, 7 de agosto de 2016

Paisagem Construída | B+Care. Because we care



Patrimônio destruído no Nepal. Imagem: blogs.atribuna.com.br
Em tempos de destruição de valores, de pessoas, de conquistas e de esperanças, um belo apelo à preservação conjunta do patrimônio cultural. O vídeo faz um apelo à conscientização e convoca os interessados e profissionais, voluntários ou não, para atuar em situações de emergência para a recuperação e a preservação do patrimônio cultural que nos identifica, nos une e testemunha nossa história, como povos e como seres humanos. 

Ação: B+CARE BEcause we care! (Balkan Cultural Aid Response for Emergencies)
B+CARE (Balkan Cultural Aid Response for Emergencies) | online video of offshoot First Aid to Cultural Heritage team in Balkans region |

Referências:
B+CARE. Because we care. Website: http://balkancare.net/