quinta-feira, 6 de junho de 2024

Ecos Imateriais | Qual a melhor religião? (1/2)

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Perguntinha capciosa, não? Abaixo, algumas respostas certeiras. A primeira foi narrada pelo teólogo franciscano, professor e escritor Leonardo Boff (1938), ao citar um diálogo que manteve com o Dalai Lama (1935), líder religioso do Tibete, em um evento ecumênico. Em dado momento, quando estavam conversando, o teólogo perguntou: — Sua Santidade, qual é a melhor religião?

Este sorriu e respondeu: — A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor. 

Não satisfeito, Boff continuou: — O que me faz melhor? 

O líder tibetano concluiu: — Aquilo que te faz mais compassivo. 

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A segunda resposta vem do líder espiritual indiano Sathya Sai Baba (1926-2011), que sempre defendeu a linguagem religiosa universal. 

— Todas as religiões têm ensinado o que é bom para a humanidade.   A religião deveria ser praticada com essa consciência. Se as mentes são puras, como pode a religião ser ruim? É um sinal de ignorância considerar uma religião como superior e outra como inferior, e desenvolver diferenças religiosas sobre essa base. Os ensinamentos de todas elas são sagrados. As doutrinas básicas são fundadas na verdade. A verdade do Espírito é a essência das religiões, a mensagem de todas as escrituras é a base de todas as metafísicas.... Quando as diferenças entre as religiões forem abandonadas, o amor se desenvolverá em você.

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A terceira é do teólogo e terapeuta francês Jean-Yves Leloup (1950). Ele mesmo pergunta e responde: 

O que separa uma religião da outra? Creio que é a ignorância, junto com a vaidade e o desejo de poder. Quando você conhece o outro, você o respeita. Se não há desejo de poder, há lugar para todos. Em um canteiro de flores há lugar para as azuis, brancas, amarelas... e todas elas crescem em direção à luz.

 

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E a quarta é apenas uma frase do líder e ativista indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), ao dizer que "as diferentes religiões são caminhos diferentes que convergem para o mesmo ponto."   

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Para bom entendedor, meia palavra basta. No entanto, ao que tudo indica, não temos sido bons entendedores. Mas, quem sabe, se seguirmos o velho ditado que diz "água mole em pedra dura..." a gente consiga fazer as pessoas entenderem que todas as religiões levam ao mesmo ponto e que ninguém se salva sozinho, porque o trabalho é individual, mas o resultado é coletivo. 

 

Referências

https://www.pensador.com/autor/leonardo_boff/

https://periodicos.pucminas.br/index.php/interacoes/article/view/6726

https://www.sathyasai.org.br/sai-baba-fala-sobre-si-mesmo

https://www.infoescola.com/filosofos/jean-yves-leloup/