![]() |
| Carlos Drummond. Divulgação |
![]() |
| José Saramago. Divulgação |
Referências
http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond14.htm
Ecos da vida: ecos urbanos, linguísticos, culturais e imateriais em um espaço plural e simples, como eu.
![]() |
| Carlos Drummond. Divulgação |
![]() |
| José Saramago. Divulgação |
Referências
http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond14.htm
Que retrato doído de nossa sociedade, não? Que retrato doído da nossa civilização... Que espelho embaçado.... Como o espelho de Mia Couto (aqui) que mostra um pouco de como estamos, o que estamos, onde estamos, mas jamais como somos. Porque somos múltiplos, sim, mas sobretudo e infelizmente, somos míopes, mestres em nos fechar em bolhas, em dourar a nossa própria pílula, rotular o outro e usar superlativos, muitos superlativos – o melhor, o maior, o mais isso, o mais aquilo. Ninguém tem problemas, tristezas, dúvidas. Só certezas. As dúvidas são dos outros.
Seria esse o tal Complexo de Bailarina, da famosa Ciranda da Bailarina do álbum O Grande Circo Místico, de Edu Lobo e Chico
Buarque? Todo mundo tem, só a bailarina é que não tem... Na imagem refletida, projetada por nossos medos e nossa arrogância, vemos semideuses poderosos, infalíveis e não a
imagem real – arremedos de uma sociedade mesquinha, intolerante, individualista e preconceituosa, que não gosta de refletir sobre sua própria história.
Pura ilusão! Somos aprendizes, eternos aprendizes. Estamos aqui para aprender e aqui continuaremos até aprender as lições da solidariedade, da humildade e do amor. Por isso, só posso repetir a frase brilhante: ”Arre! Estou farto de semideuses! Onde há gente no mundo?".