quarta-feira, 24 de junho de 2015

Paisagem Construída: Bikes vs Cars

Ciclistas aguardando o verde. [Shutterstock] https://www.euractiv.com/section/health

Bikes vs. Cars  é o novo filme do diretor sueco Frendik Gertten mostrando que, no mundo todo, as pessoas usam a bicicleta como uma ferramenta para fazer a diferença, diminuir o estresse cotidiano e transformar as cidades em locais mais humanos, agradáveis e sustentáveis.  
O filme estreou no Brasil, em 13 de junho, com exibição gratuita no Parque Ibirapuera, em São Paulo. No dia também houve programação cultural ligada à cultura da bicicleta. A seguir, o documentário segue para outras nove cidades brasileiras. 
São Paulo foi a primeira a receber o filme pelo fato de o documentário ter sido gravado entre 2012 e 2014 e registrado a eleição do prefeito Fernando Haddad (PT) e o início das transformações da capital, no tocante ao incentivo da cultura ciclística e à construção de ciclovias. 
Outras cidades retratadas são: Los Angeles (EUA), Toronto (Canadá) e Copenhague (Dinamarca), referência internacional em mobilidade por bicicleta. Raquel Rolnik, arquiteta e urbanista brasileira, e a jornalista e repórter do Vá de Bike Aline Cavalcante também dão seus depoimentos.  



(...) visitei Malmö, Estocolmo e Lund, na Suécia, e Copenhague, na Dinamarca. São cidades onde a cultura da bicicleta é uma realidade, onde a infraestrutura respeita a dinâmica de um veículo humano. Nesses lugares, a lógica do pedestre e do ciclista é impressionante. Ruas seguras, ótimas calçadas, transporte público eficiente etc. Pedalei bastante e voltei com a sensação de que ainda temos um caminho longo e árduo por aqui.  
- Aline Cavalcante.  
 Ver matéria completa no Vá de Bike:

Referências:
Bikes vs Cars: bikes-vs-cars.com/thefilm 


domingo, 21 de junho de 2015

Vida & Yoga: Dia Internacional do Yoga

 
 No dia 21 de junho é comemorado o Dia Mundial do Yoga. 
A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas – ONU, em dezembro de 2014, a partir da proposta defendida pelo primeiro ministro indiano Narendra Nodi e pela Confederação Portuguesa de Yoga. O primeiro-ministro da Índia salientou que a medida pode  difundir ainda mais o yoga, além de possibilitar ao homem descobrir o sentido de unidade consigo mesmo, com a natureza e com o mundo, em geral.
A resolução 69/131 foi aprovada por 175 países durante a 69ª Assembleia Geral, a mais alta taxa de aprovação recebida até então numa assembleia. Para o secretário geral, Ban Ki-moon, "...a prática pode contribuir para a saúde e resistência contra doenças, em geral, além de reunir as comunidades de forma inclusiva, que gera respeito”. (1). 
É uma vitória para o yoga que busca o desenvolvimento de todas as dimensões do praticante, a ampliação de sua consciência, o refinamento do caráter e o entendimento profundo do sentido de unidade.
2015 será o primeiro ano em que a data será comemorada e o blog Anita Plural, não poderia deixar a data passar em branco, para celebrar e agradecer a Índia por nos ter presenteado com essa ciência tão profunda, sábia e benéfica ao ser humano.
Namastê
(Deus em mim saúda Deus em você). 
Referências:

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Arte & Cultura: Aquarelando...

Era uma vez uma arquiteta paulistana que gostava de desenhar. Ela era uma das componentes daquele [famoso] grupo de moças arquitetas – GMA. 
E ela olhava e observava e desenhava e redesenhava e retocava e riscava e coloria e reproduzia pessoas, animais, plantas e objetos do cotidiano. 
Em guardanapos, papéis, caderninhos, blocos, bloquinhos, onde pudesse e quando quisesse. E tudo lhe servia de modelo. O mundo inteiro era um imenso arquivo de modelos...
Um dia, a pretexto de treinar (como se precisasse!), ela se propôs a enviar uma aquarela por dia, àquele grupo de amigas arquitetas... Treino de disciplina, de prática de desenho, de observação, do traço, do uso do pincel, do uso da cor, da luz e das sombras... 
Privilegiadas fomos nós, as amigas arquitetas, que recebemos, a cada dia, suas singelas aquarelas.  
Aquarelas são  trabalhos leves, translúcidos, quase transparentes, com bordas suaves, luz própria e cores em camadas... 
Pigmentos dissolvidos em água; luz e cor tomando forma, se misturando e configurando imagens, sombras, volumes, contornos... 
Papéis, pincéis, paletas, pastilhas ou tubos de tinta, cavaletes, apoios, toalhas de papel, lápis, borracha,  recipientes vários de água... 
Cores primárias e secundárias; quentes e frias, tons fortes e fracos, mescla e ausência de cor... 
Enxaguar, molhar, saturar, borrar, correr o pincel pelo papel, secar... Uma camada se forma e as imagens vão tomando corpo e forma...
Seguem alguns presentes da arquiteta Lêda Brandão, que gosta de arquitetar, olhar, observar, projetar, observar, desenhar, colorir, pintar e aquarelar... 
Obrigada, Lêda, pelos mimos diários de luz e cor. Feliz aniversário!

 





      Autoria e fotos: Lêda Brandão de Oliveira.  
Blog Notas sobre a Observação :  http://ledabranoliv.blogspot.com/  

terça-feira, 16 de junho de 2015

Reflexão: Religiões

As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?
- Mohandas Karamchand Gandhi, o Mahatma Gandhi – (1869-1948) 


Foto: Blog Plural



sábado, 13 de junho de 2015

Cultura & Tradição: YES, nós temos festas juninas!

Adoro festas juninas; se pudesse iria a todas. Como professora de inglês, sempre conversava com os alunos sobre feriados e comemorações de outros países. Mas nada, nada se assemelha à alegria simples, genuína e contagiante das festas juninas por todo o Brasil. A origem dessa comemoração vem do hemisfério norte, há muito tempo, quando se festejava o início da preparação da terra para o plantio, em junho. No período de quase verão, os dias longos e quentes eram ideais para o plantio e, segundo a crença, os rituais garantiam bom clima e colheita farta. Mais tarde, nos países europeus católicos, as principais celebrações pagãs foram incorporadas ao calendário das festas da Igreja. No Brasil, a tradição  trazida pelos portugueses coincidia com os rituais de fertilidade e preparação da terra realizados pelos povos indígenas. Preservado o costume, as comemorações transformaram-se em uma das festas mais esperadas pela população.
 
Primeiro veio São João. A partir do século VI, o dia 24 de junho foi reservado para comemorar São João Batista. Era a festa joanina. Para justificar o uso da fogueira e dos fogos, conta-se que Santa Isabel teria acendido uma fogueira para avisar Maria – sua prima – do nascimento de filho João Batista. Bem mais tarde, foram incorporados aos festejos os dias de Santo Antônio de Pádua, 13 de junho, e São Pedro, 29 de junho.   

Com o tempo, muitos jogos, sortes e brincadeiras foram incorporados às festas: adivinhações, simpatias para arrumar casamento, crendices, 'puxada' do mastro, correio elegante, pau de sebo, bandeirinhas, fogueira, etc. O mastro tem no topo uma bandeira, em geral triangular, com a imagem dos três santos. São João, carregava uma ovelha; Santo Antônio, menino Jesus nos braços, ficou conhecido como "casamenteiro" e São Pedro, guardião das portas do céu e protetor das viúvas e dos pescadores, tinha uma chave nas mãos. O espaço dos festejos era o arraial, menção aos antigos vilarejos brasileiros. 
 
Mas não há festa junina que se preze sem a dança da quadrilha, cuja origem remonta aos celtas e sua “country dance”,  em um Reino Unido já cristianizado. Mais tarde, a dança se espalhou pela França, como “contredance” ou quadrille e era dançada pela nobreza europeia nos salões franceses do século 18. Com a vinda da corte de Dom João VI ao Brasil, em 1808, a dança foi incorporada às nossas festas, tanto que a maioria dos comandos deriva do francês: • Balancê (Balancer): casais dançando juntos e balançando no lugar; • Cumprimento; anavan; tu (en avant; tout): homens e mulheres cumprimentam-se; • Anarriê (En arrière): homens e mulheres voltam a seus lugares.  

À alegria simples e espontânea das festas, da música e das danças, junta-se a delícia dos quitutes típicos: milho cozido ou assado, pamonha, curau, canjica, broa e bolo de milho, cuscuz, pipoca, além de arroz doce, amendoim torrado, pé de moleque, pinhão, cocada, quentão, vinho quente, batata doce assada e muito, muito mais. Tudo organizado em pequenos ou grandes 'arraiais'.  No Brasil, as maiores festas ocorrem em Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco).  No Nordeste, ainda é comum a presença dos grupos festeiros, que ficam andando e cantando pelas ruas das cidades, comendo o que os moradores lhes oferecem nas janelas e varandas. No Sudeste  são mais tradicionais as quermesses e suas famosas barraquinhas, com comidas típicas e jogos, em igrejas, colégios, agremiações, clubes e empresas. Uma tradição que me faz lembrar da época de criança, quando ia com minha avó italiana Rosária Marino à igreja, era o “pãozinho de Santo Antônio”, distribuído pelas igrejas católicas, no dia 13 de junho, para que nunca faltasse alimento naquele lar.  

  

E mais uma coisinha: eu bem que tentei, mas não resisti e resolvi colocar aqui também uma informação linguística. Sabem o que significa comemoração? O termo ‘comemorar’ junta o prefixo latino "co" (redução de "com") com "memorar" que significa trazer à memória, lembrar. Ou seja, trata-se de lembrar  fatos importantes da nossa tradição e identidade com outros. Então, que nos lembremos sempre de comemorar nossas ricas tradições culturais; de valorizar e preservar nossas festas juninas, essa tradição alegre, simples e genuína, tesouro insubstituível da riquíssima diversidade cultural de nosso país.    
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Como ilustração sonora, ouça o vídeo de algumas canções que ainda povoam a memória das festas juninas da minha infância. Naturalizado brasileiro, o compositor italiano Mário Zan (1920-2006) veio para o Brasil ainda criança e logo começou a estudar acordeão (sanfona ou harmônica). Chegou a ser chamado de 'O Rei da Sanfona', por ninguém menos que Luiz Gonzaga. Mário Zan é autor de diversas canções que embalam nossas quadrilhas e festas das noites de junho, como Quadrilha Completa, Balão Bonito, Noites de Junho, Pula a Fogueira, entre outras.  Vídeo: Pedro, Antônio e João / Noites de Junho / Cai Cai Balão / Capelinha de Melão.Festa Junina - Mario Zan e Sua Banda e Coro. Publicado em 26 de out de 2013. Um privilégio!
 
Pedro, Antônio e João | De: Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
 
Com a filha de João, Antônio ia se casar...
Mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir para o altar.
A fogueira está queimando, o balão está subindo...
Antonio estava chorando e Pedro estava fugindo
E no fim dessa história, ao apagar-se a fogueira,
João consolava Antônio que caiu na bebedeira.  
https://www.youtube.com/watch?v=l_Y_q4RSv7I
https://www.youtube.com/watch?v=l1s2aet91Do -