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Em outras palavras, o mau uso (ou excessivo) pode afetar a formação de jovens e crianças causando: diminuição da atividade física e afastamento da natureza, com a consequente perda de habilidades motoras, físicas e mentais; perda da capacidade de comunicação, elaboração, interação e empatia; aumento da intransigência, da solidão e da baixa autoestima, em função da comparação com os "modelos" criados pelas redes. Além disso a criança fica sujeita a inúmeros perigos como golpes, assédio, perseguição e abusos sexuais online, violência, aliciamento, constrangimento, automutilação, roubo de dados pessoais, conteúdos e pedidos impróprios de redes de pedofilia, mutilação, dependência e outras questões médicas e de saúde pública.
No caso de adolescentes, já que o uso é inevitável, uma conversa franca, aberta e didática com pais, professores e responsáveis pode mostrar os riscos e prevenir (mas não impedir) que esses jovens sofram as consequências do mau uso. Nos Estados Unidos, um estudo recente detectou que, de quase sete mil jovens pesquisados entre 12 e 15 anos, “os que passavam mais de três horas por dia nas redes sociais tinham o dobro do risco de sintomas de depressão e ansiedade do que os não usuários”. Já a redução do uso de mídias sociais mostrou melhorias na saúde mental.
Um dos profissionais que mais alertam os pais nesse sentido é o pediatra e sanitarista Daniel Becker (Instagram @pediatriaintegralbr) que traz conversas valiosas sobre temas ligados às nossas crianças. A esse respeito, a própria Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) criou um manual para ajudar os pais a entenderem com o que estão lidando.
Em tempo. No Senado Federal, está em análise o Projeto de Lei 2.628/2022, que proíbe a criação de contas em redes sociais por menores de 12 anos de idade.
Referências
https://surfshark.com/pt-br/blog/perigo-das-redes-sociais
https://www.fadc.org.br/noticias/redes-sociais-criancas
https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sem-abusos-mais-saude/




