terça-feira, 15 de novembro de 2016

Reflexão | Pedras Brutas


Acredito que tudo que nos acontece na vida tem uma causa; ou melhor, nós somos a causa e acionamos os efeitos a partir de cada decisão que tomamos. Toda escolha traz consequências e a vida é feita de uma sucessão de pequenas escolhas. Ou seja....

O problema é que, no mais das vezes, não temos consciência dessa relação e quando somos visitados por fatos tristes ou doenças, a inevitável pergunta é: 
- O que fiz para passar por isso?
- Por que esta ou aquela doença?
- Como causei isto em mim?
 Ou, simplesmente - Por que eu?

Na verdade, quase sempre, agimos como autômatos, meras máquinas... como se estivéssemos isolados e desconectados das relações formadas pela teia da vida; como se estivéssemos protegidos de consequências desencadeadas pelas nossas próprias ações. 

Por isso, é preciso prestar muita atenção ao que somos, no que pensamos, no que falamos e como agimos, porque, de uma forma ou de outra, a cada momento estamos preparando nosso futuro. 

Essa atenção sobre nós mesmos, essa forma de se observar tem um nome: autoestudo, autoconhecimento, parte de svadhyaya (em sânscrito), o quarto  niyama do Ashtanga Yoga de Patanjali.  

Com honestidade e coragem, observando as próprias atitudes e tentando descobrir as respostas àquelas perguntas, nós mudamos, aprendemos, superamos, reavaliamos e nos transformamos....Transformando-nos, somos capazes de transformar o mundo. 

É como se cada pessoa fosse um pedaço de mármore ou um diamante bruto à espera de, um dia, ver as arestas polidas ou a bela estátua que surge daquela massa bruta. É só ver o que Michelangelo fazia com um pedaço de mármore (aqui)... Fácil não é; mas é tudo que temos a fazer. É nosso dever e nossa meta. Ao trabalho!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Arte & Cultura | Quando a arte faz parte da cidade

 


 Diariamente, o artista dinamarquês Thomas Dambo procura em Copenhague pedaços e restos de madeira e outros materiais para seu trabalho artístico. Além de criar esculturas, seu objetivo é incentivar a reciclagem e mostrar as infinitas possibilidades dos materiais. 


Uma de suas obras, chamada Simon Selfmade, era bastante apreciada pelos moradores de Copenhague, que já haviam se habituado a Simon. A obra era personagem da cidade. Fazia parte daquele cenário urbano. Um dia, a obra foi destruída por uma tempestade devastadora.

 

 
E aí é que entra a relação admirável entre arte e cidadão. Quanto mais acostumado e mais envolvido o cidadão estiver com as obras de arte e com a cultura, em geral, mais ele responderá a qualquer solicitação de zelo, ainda que silenciosa. 

Desolada com a destruição daquele personagem urbano, Anine, uma garota de 14 anos resolveu criar uma página na internet, pedindo ajuda para recriar Simon. 
Em retribuição a esse belo gesto, Thomas Dambo resolveu devolver à cidade a escultura um pouquinho modificada. Seu nome agora era Simon e Anine, em homenagem à pequena, mas atuante, salvadora de Simon.  
Veja o filme, com legendas em inglês, sobre o episódio:  
 
Referências:
Artista: thomasdambo.com | Facebook   
Bored panda:  http://www.boredpanda.com/author/mrdambo/ 
http://www.boredpanda.com/rebuilding-destroyed-sculpture-after-storm-anine-thomas-dambo/ 
Vídeo: youtube  https://www.youtube.com/watch?v=C7vgv0fneZo

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Paisagem Construída | Que tal uma rede em NY?

Que tal deitar em uma rede e descansar, observando o céu nova-iorquino, aos pés do Flatiron, um dos edifícios mais conhecidos da cidade? Quer saber como? 
Pela terceira vez, a Flatiron/23rd Street Partnership Business Improvement District, entidade responsável pela melhoria do bairro, e o Instituto Van Alen promoveram um concurso de projetos para instalações temporárias interativas na praça situada aos pés do famoso edifício.  

A proposta vencedora do Flatiron Public Plaza Holiday Design Competition  para a instalação 2016-17 foi da LOT Arquitetura, empresa fundada em 2012 pelos arquitetos Leonidas Trampoukis and Eleni Petaloti, com escritórios em NY e na Grécia.  
Em 2014-2015, as instalações mostravam elementos espelhados, tipo caleidoscópio, para refletir a cidade (ver Caleidoscópio em NY). Agora, em uma abordagem mais literal, os visitantes poderão observar a cidade, confortavelmente deitados em redes instaladas sob arcos metálicos e iluminados com lâmpadas LED. As instalações permanecem no local de 21 de novembro a 02 de janeiro 2017.
Foto: Marina Massote, 2016.
Referências e imagens: 
http://www.architectmagazine.com/design/exhibits-books-etc/the-flatiron-building-is-getting-hammocks-for-the-holidays_o
https://www.vanalen.org/projects/flatiron-public-plaza-holiday-design-competition-2016/
LOT- http://lot-arch.com/   

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Paisagem Construída & Design | Estante, para que te quero...


Os editores de e-books que me perdoem, mas a alma de uma estante sempre será de livros de papel. Eu me divirto só de limpar as minhas... tira livro, limpa livro, lê um pouco, fecha, limpa de novo, guarda livro; tira livro, limpa, muda de lugar, encaixa na outra prateleira, separa, doa... E por aí, vai...

Além disso, com uma pitada de criatividade, estantes ficam mais incríveis ainda. O Bored Panda (tadinho do ursinho panda, gente!) trouxe 20 estantes bem criativas, para os loucos por livros de papel. Separei apenas algumas para o blog e já tenho uma favorita. Adivinharam qual é? 

 

Referências e Imagens: 

sábado, 29 de outubro de 2016

Arte & Cultura | Tráfego Aéreo

Los Angeles.Lax 24l: Foto tirada da praia Dockweiler em LA, bem debaixo da rota dos aviões que decolam entre 5 e 7 da tarde, quando a luz do por do sol ilumina a parte de baixo das aeronaves. Foto: Mike Kelly.  

Descobri que há milhares de loucos por aviões no mundo todo e observar essas máquinas em voo é, sem dúvida, uma experiência incrível. Um desses aficionados é Mike Kelley, fotógrafo de arquitetura baseado em Los Angeles, que passou dois anos viajando e conhecendo aeroportos e fotografando aviões levantando voo e pousando. De acordo com Mike Kelly, não foram dois anos ininterruptos, mas diz ele que, de fato, gastou grande parte desse tempo planejando, fotografando, estudando as rotas dos aviões, a direção dos ventos, etc.   
 Dubai. Ao fundo, o edifício Burj Khalifa, o mais alto do mundo. A foto foi tirada entre 6 e 8 da manhã, a hora do rush de decolagens no mundo todo. Foto: Mike Kelly.

Los Angeles. Imagem original e conceito básico das séries: um dia de decolagens do aeroporto de LAX Sul, embora algumas aeronaves tenham sido omitidas pelo excesso.
Kelley fez uma longa viagem passando por aeroportos do mundo, entre eles os de São Paulo, Amsterdã, Frankfurt, Munique, Zurique, Tóquio, Sydney e Auckland. Londres e Dubai foram viagens específicas . 
São Paulo, Aeroporto de Guarulhos. Foto: Mike Kelley

Autodenominando-se obcecado por aviões, viagens e por conhecer lugares, ele criou fantásticas composições para nos lembrar da beleza inerente dessas máquinas de voar e de como nossos céus estão congestionados. 
 Zurich. Devido a um esquema complicado de redução de ruído, o aeroporto de Zurique  utiliza pistas orientadas em diferentes direções, segundo a força dos ventos. No entorno do aeroporto, os idílicos campos suíços.    

Frankfurt. Imagem tirada em julho de 2015, em meio à pior tempestade da década.
 A primeira experiência foi feita em Los Angeles e a foto resultante acabou tão divulgada que mudou sua vida e, então, ele decidiu expandir a experiência para aeroportos do mundo todo. O vídeo abaixo dá uma ideia do que foi essa aventura.  

Você pode ler mais sobre sua experiência e ver outras fotos em seu site.Em tempo, suas fotos de arquitetura são também ótimas.   

Referências e imagens:
Mike Kelley - http://www.mpkelley.com/
http://www.boredpanda.com/air-traffic-photos-airportraits-mike-kelley/