sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Reflexão: Transformação & Persistência


Não largues do cinzel. Seu toque é imprescindível para a obra. Cada um é responsável por transformar em obra de arte a pedra bruta que recebeu.    

-Michelangelo (1475-1564)
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, ou simplesmente Michelangelo, foi pintor, escultor, poeta e arquiteto renascentista italiano, considerado um dos maiores nomes da história da arte do ocidente. Deixou verdadeiras obras-primas como estas estátuas e os afrescos da Capela Sistina, no Vaticano. Impossível não se emocionar diante delas ao imaginar o pedaço de mármore bruto de onde surgiram, pelo esforço, dom e persistência daquele homem.  
 Moisés, na Igreja San Pietro in Viincoli, Roma. Imagem: Wikipedia 

 La Pietá, na Basílica de São Pedro, Roma, Michelangelo. Imagem: www.seuhistory.com 

David (detalhe), na Academia de Belas Artes de Florença. Imagem:www.diregiovani.it 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Paisagem construída: Na era das bikes, uma nova invenção...


Imagem: Frolic Studio

Escritório de design de Amsterdam, o Frolic Studio, criou um aplicativo para auxiliar o usuário a achar sua magrela em um mar de bicicletas: trata-se de uma simples campainha, incrementada com mapa e tecnologia bluetooth, ou seja, um smart pingbell. A invenção surgiu dentro do processo chamado Frolic 24h. Os designers anotam itens que precisam de atenção e guardam as anotações. Quando têm tempo entre um projeto e outro, selecionam uma delas e colocam a cabeça para funcionar. E assim, em 24 horas, nasceu o smart pingbell. Agora o escritório está procurando parceiros para construção e distribuição do produto. 
Oxalá a tal campainha seja muito útil nas nossas cidades. Em outras, como Cambridge, na Inglaterra, ela já é urgente...  

Fotos: Anita Di Marco - Estacionamento de bicicletas em Cambridge 
Veja dois vídeos divertidos sobre a criação e o funcionamento do produto. Os vídeos são cortesia do Frolic Studio: https://vimeo.com/136909143   e  https://vimeo.com/96695869
Referências:
http://www.designboom.com/technology/frolic-studio-pingbell-bike-bell-09-11-2015/?utm_campaign=monthly&utm_medium=e-mail&utm_source=subscribers 

domingo, 4 de outubro de 2015

Vida & Yoga: 34ª. Semana Gandhi em SP

  
“Quando Gandhi nos convida a sermos a mudança que desejamos ver no mundo, assinala a capacidade inerente a cada um de nós de assumir a responsabilidade pela autoeducação, pela aprendizagem constante com as situações que geramos e gerimos no ato de viver.”
- Convite da 34ª Semana Gandhi 
 A Associação Palas Atena, entidade dedicada a “aprimorar convivência humana por meio da aproximação de culturas e articulação dos saberes”, promove a 34ª Semana Gandhi, no dia 06 de outubro, no SESC Vila Mariana, em São Paulo homenagem ao pacifista e líder indiano, nascido no dia 02 de outubro de 1869 e falecido em 30 de janeiro de 1948.  O objetivo é, mais uma vez, celebrar a vida e o legado do Mahatma por meio de palestras, música e dança. 

Em tempos de intolerância crescente; de cinismo e hipocrisia, de descrença e ódio, suas palavras ecoam dentro de nós e nunca é demais relembrá-las, bem como outras ditas por grandes vultos da humanidade. Entra ano, sai ano e a humanidade parece regredir em termos morais, de convivência e fraternidade.  
Já dissemos aqui no blog que Gandhi possuía dois livros de cabeceira, o Bhagavad Gita e o Novo Testamento e sempre repetia que se todas as bibliotecas do mundo fossem destruídas em um incêndio e restasse apenas o Sermão da Montanha, nada teria sido perdido. Para ele o pequeno trecho do Evangelho, intitulado Sermão da Montanha é a mais completa orientação para nossa evolução espiritual. 
Suas ações em defesa das minorias, desde seus tempos de advogado, na África do Sul, visavam dar fim às injustiças que via e seus protestos pacíficos como greves, passeatas, retiros espirituais e jejuns eram sempre conduzidos pela sua adesão ao princípio da não violência (ahimsa). Eram, no entanto, ações firmes, decididas e assumidas. Preso várias vezes pelos britânicos, sua luta foi fundamental no processo de independência da Índia. Mas não conseguiu seu sonho de convivência pacífica entre as diversas religiões em uma Índia unificada.  Em 30 de janeiro de 1948, foi assassinado em Nova Deli por um extremista hindu. Aquele que era conhecido como Mahatma Gandhi (em sânscrito “grande alma”), saudou seu algoz com as mãos em prece, antes de tombar ao chão. Namastê.
Que sua luta e sua vida sejam sempre lembradas, cada vez, mais, bem como outros luminares da nossa época, do mundo e do nosso país, do passado e do presente, para não nos esquecermos de qual é o nosso papel, nosso caminho e nossa meta.  
Retirada de ingressos nas bilheterias da rede Sesc, no dia da atividade, a partir das 14h, limite de dois por pessoa. 
Referências: 
http://www.palasathena.org.br/index.php 
http://www.sescsp.org.br/programacao/74291_34+SEMANA+GANDHI 

sábado, 3 de outubro de 2015

Paisagens Construídas: O efeito das parcerias

A criatividade estimulada pelo encontro, pela parceria, pela cumplicidade e pelo respeito. Na vida, na arte e no trabalho, trabalhar a dois, ou em grupo,  só potencializa a criatividade e a individualidade de cada um. Muitas vezes, um mais um é muito mais do que, simplesmente, dois. A arquiteta e amiga Ana Gabriela fez, na última terça-feira, dia 29, uma interessante palestra na ATEC Cultural sobre esses encontros, focalizando, sobretudo o Casal Eames. Confiram em   O encontro como elemento essencial da criação arquitetônica e artística.  

Imagem: Blog Feminino e Plural  

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Paisagem Construída: Patrimônio e Modernidade


A estrutura medieval da casa ‘Vandaeleplein’ foi transformada em uma compacta residência moderna, no centro de Courtrai, província de Flandres, na Bélgica. Todo o interior foi desmontado para receber uma moradia totalmente contemporânea.  Internamente, os arquitetos utilizaram cor branca nas paredes, madeira clara e muita luz. Teto e paredes externas continuam preservados. Um detalhe interessante é que cada andar tem uma escada diferente. O projeto é do escritório belga Cnockaert architecture.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Reflexão: Norte

 

Qualquer que seja a direção do navio, a agulha magnética de sua bússola aponta sempre para o norte; portanto, o navio não se desvia da rota. Assim é a mente do yogue. Se a mente do homem estiver sempre voltada para Deus, ele estará imune a qualquer perigo.
- Ramakrishna (1836-1885) 

Ramakrishna Paramahamsa foi um dos mais importantes líderes religiosos hindus da Índia, reverenciado por milhões de pessoas, como verdadeiro seguidor de Deus. Seu principal e um dos mais conhecidos discípulos foi Swami Vivekananda (1863-1902), que fundou Ordem Ramakrishna.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Línguas & Tradução: 30 de setembro-Dia mundial do tradutor

Parabéns a este profissional que possibilita a muitos a leitura de textos de línguas estranhas, lugares distantes e referências outras. Não teríamos tanto acesso a textos estrangeiros sem os tradutores que leem, buscam entender e descobrir a melhor forma de transpor a ponte entre dois universos, duas culturas, duas tradições.  Sempre com o compromisso de manter a intenção e o registro do original, o tradutor colabora para a troca de conhecimento, ideias, conceitos e culturas.
Nem todos podem ler ou escrever em várias línguas, nem todos entendem o que tentam ler ou escrever nas várias línguas. A tradução é um ato de democratizar a leitura, de torná-la mais acessível. Quanto mais obras traduzidas, melhor. Quanto mais tradutores, melhor.  
Parabéns a todos os tradutores, pelo nosso dia: 30 de setembro. 
Aplaudo, abraço e agradeço as inúmeras Anas, Anns, Anitas, Bias, Elianas, Estelas, Lias, Cátias, Ivelizes, Isas, Dinauras, Lenitas, Denises, Kellis, Janes, Ivones, Patrícias, Malus, Rommy(s), Susanas, Veras, Zelinas e também aos Renatos, Sílvios, Joões, Boris, Paulos, Danilos, Marcos, Danis, Marcelos, Josés, Victor e tantos outros nomes e figurinhas carimbadas do mundo editorial da tradução. 
Por isso, não se esqueçam da Campanha Vamos dar nomes aos bois lançada aqui no blog e, sem dúvida, uma reedição bem humorada de inúmeras outras campanhas a esse respeito. A campanha inclui tudo - tradutores, obras de arte, fotografias, livros, músicas, frases, discursos, ensaios, trabalhos acadêmicos, ideias... A internet é ampla e não é nova, mas autoria é fundamental. Dar nomes aos bois, aos autores, é uma atitude óbvia de respeito, reconhecimento e coerência. Ajude a difundir esta ideia.
Que São Jerônimo, o protetor dos tradutores, continue iluminando e intuindo nossos caminhos e escolhas no ato tradutório.
 
Imagens: www.responsivetranslation.com/blog/international-translation-day-the-morning-after/

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Arte & Cultura: Músicas do coração - Marcha dos índios Quiriris


Quinteto Violado é um conjunto instrumental-vocal brasileiro formado em 1970, em Recife. O grupo buscou promover e incentivar os elementos musicais da cultura regional do Nordeste e, trabalhando o ritmo e a melodia das manifestações populares, inovou e integrou erudito e popular. Até hoje, inspirado numa filosofia mambembe, continua com suas pesquisas, espetáculos, discos, festivais e excursões internacionais levando o ritmo e o som da alma brasileira.    
Nos anos 70, ouvi pela primeira vez a música Marcha Nativa dos Índios Quiriris (de Toinho Alves e Marcelo Melo) e, desde então, a melodia ficou gravada em meu coração. Quiriris, kiriris ou Cariris é o nome dos primeiros grupos indígenas a habitar o interior nordestino, mais precisamente o nordeste da Bahia. 
Tenho certeza de que vocês vão gostar e se embalar nesse som lindíssimo.   
VÍDEO: Quinteto Violado - Marcha nativa dos índios Quiriris (1972)–3:26. 
 Publicado: 01 nov. 2012. Composição de Marcelo Melo e Toinho Alves. 
Referências:

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Reflexão: Ação no bem

O homem que quiser fazer o bem, inexoravelmente, passará por cinco estágios: indiferença, ridicularização, ofensa, repressão e, finalmente, respeito.

- M.K. Gandhi (1869-1948) 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Vida & Yoga: Oficina de Mandalas

2007. Há alguns anos, mensalmente, no Espaço DHARMA de Yoga, desenvolvíamos, paralelamente às aulas de yoga, uma noite de estudos. Assim, professores e alunos podiam ter contato com outras técnicas, trocar ideias e ampliar seus conhecimentos sobre a própria filosofia do yoga, além de temas afins. Um desses temas foi o trabalho com mandalas. Na ocasião, a aluna Helena S.Giordano, psicopedagoga, atendeu ao meu pedido e falou um pouco sobre mandalas, suas origens e significados, etc. Depois da parte teórica veio a parte lúdica - escolher e colorir uma mandala, como forma de concentração e meditação. Foi ótimo, mas não tenho fotos desse encontro. Além disso, nessa época não havia tantos livros de colorir  para adultos...  

2015. Anos depois, resolvemos retomar aqueles estudos mensais e, mais uma vez, convidamos a aluna e psicopedagoga Helena S.G. para dividir conosco o estudo. Agora, já havia muitos livros sobre o tema, mas nós nos ativemos ao conteúdo teórico e à concentração durante a atividade de colorir. Finalmente, a meditação. Passamos momentos muito agradáveis e tranquilos, cada um em companhia de si mesmo e, depois, na companhia de todos. Houve intensa e ativa participação. Cada um escolheu sua mandala (ou foi escolhido por ela), separamos o material, colorimos, combinamos cores e ninguém se sentiu criança, pelo contrário. A sensação foi de uma grande paz interior. 


Alunos do Espaço DHARMA de Yoga, de Varginha-MG, em atividade de julho 2015.
Fotos: Anita Di Marco

2015. A Unifal, Universidade Federal de Alfenas, convidou, dessa vez, Vanessa CTReis e eu para uma oficina sobre o tema Colorindo Mandalas & Meditação. Lá fomos nós e mais um sucesso. Professores de outras unidades e universidades, alunos da própria Unifal e de outras faculdades da cidade lá estiveram...  
Oficina Colorindo Mandalas e Meditação, na Unifal - Varginha, setembro 2015. 
Fotos: Anita Di Marco e Vanessa CTReis.

Resultado: mais um ponto para esses diagramas mágicos e sua incrível capacidade de acalmar e integrar corpo, mente e espírito.    

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Paisagem Construída: Arquitetura vernácula, modernidade e coração

Imagens: Wikipedia
"Arquitetura tem a ver com gente." Francis Kéré.

Dividindo seu tempo entre Berlim e a África e vencedor de diversos prêmios internacionais, o arquiteto e professor Diébédo Francis Kéré desenvolve muitos de seus projetos em Burkina Faso, na África Ocidental, onde incorpora mão de obra, materiais (principalmente argila e madeira) e técnicas locais, em uma forma moderna, em seus projetos. Kéré nasceu e cresceu em um vilarejo de Burkina Faso, estudou primeiro em seu país e depois na Technische Universität e retornou à terra natal para devolver ao seu povo, o que havia aprendido. Com seus projetos, ele redefine e redesenha o ambiente, ensinando e construindo projetos sustentáveis integrados com o ambiente e apropriados pela população.
Além disso, um de seus últimos projetos, na área de conservação e restauro  foi a proposta de proteção do sítio arqueológico das Termas Reais, em Meroe, no Sudão, também utilizando pedras, terra, vidro e passarelas. Bom projeto, materiais locais vernaculares e modernidade. Respeito e conhecimento.
Três vídeos para você se emocionar:
1- Como construir com argila e uma comunidade. (filmado em set. 2013) 
Referências:
MacLeod, Finn. "Diébédo Francis Kéré e a energia da arquitetura em Burkina Faso" [Diébédo Francis Kéré and Architectural Energy in Burkina Faso] 28 Jun 2015.  ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo). Acessado 20 Jul 2015. 
http://www.archdaily.com.br/br/769182/diebedo-francis-kere-e-a-energia-da-arquitetura- em-burkina-faso 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Reflexão: Meta

Foto: Anita Di Marco, julho 2015.
 Todo testemunho do SER incomoda nosso não-ser. A plenitude do outro incomoda e questiona nosso vazio. A alegria do outro incomoda nossa depressão. O encanto pela vida do outro realça nosso desânimo e apatia. Nosso Ser tem sede de plenitude. É nosso caminho certo e nossa meta inexorável.
- Palavras do amigo J.F.Azze

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Línguas & Poesia: Olhar e ver


 


Poeta é aquele que transforma as coisas e objetos do cotidiano em poesia. Porque a poesia não está no objeto ou no ser observado. Está no olhar de quem olha e vê, descobre, pressente e identifica.  Quer coisa mais banal do que uma xícara? Uma xícara, sim senhor... Objeto banal, comum, cotidiano, comezinho... colorida ou não, fininha ou não, bem ou mal acabada, mas como já andaram dizendo sobre rosas... uma xícara é uma xícara é uma xícara, pois não? 

Pois para o grande poeta de Itabira, com sua habilidade genial com as palavras e sua forma de olhar, uma xícara vira testemunha e metáfora silenciosa.   


Cerâmica 

[Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), in Antologia Poética].

Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara.
Sem uso,
Ela nos espia do aparador.

 

E a idealizada vida em uma cidade do interior adquire outros tons:

 

Cidadezinha qualquer
[Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), in Alguma poesia)
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham.  

Eta vida besta, meu Deus.

Ref: 

http://www.releituras.com/drummond_bio.asp  

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Drummond_de_Andrade




domingo, 13 de setembro de 2015

Paisagem Construída: Saúde e Mobilidade Urbana no mundo todo

Indicadores de saúde em área urbana:
People feel safe; not too noisy; people choose to walk and cycle; places to stop;  shade  and shelter; easy to cross; pedestrians from all walks of life; clean air;  people feel relaxed; things to see and do;  Fonte: Plano de Ação de Saúde no Transporte de Londres. 

O Departamento de Transporte para Londres (TfL) - https://tfl.gov.uk/ lançou um plano de ação até 2021, até o momento, considerado o único do tipo no mundo. Apresentando 10 medidas, o plano parte da premissa de que as ruas, o meio ambiente e o transporte influenciam o bem-estar dos habitantes e, portanto, qualquer melhoria nesses elementos pode influenciar positivamente a saúde e a qualidade de vida da população. Com isso, o plano foi recentemente selecionado pela Associação Internacional de Transporte Público (UITP)  como um dos melhores projetos do ano na categoria Estratégia de Transporte Público. 
Além de incentivar sempre a melhoria do transporte público, a primeira das dez medidas é... (adivinhem)... desestimular o transporte por automóveis (carro particular e táxis), melhorar e tornar mais seguros e atrativos os espaços públicos para aumentar os deslocamentos da população a pé e em bicicleta, portanto, incentivar ciclovias. Para mais informações, veja os links abaixo.  
Referências:

sábado, 12 de setembro de 2015

Vida & Yoga: Coerência é estar inteiro



Na medida em que nos aprofundamos na prática de yoga, ficamos mais concentrados, mais focados na ação que estamos realizando, seja ela qual for. O exterior não nos desequilibra: carros, ruídos, falatório, movimentos não nos afetam, porque estamos focados na nossa ação do momento. Quando estamos trabalhamos, trabalhamos. Quando estamos comendo, comemos. Quando estamos descansando, descansamos. Quando estamos meditando, meditamos. Sem subterfúgios, sem escapadelas, sem ansiedades, sem meias verdades. Assim, além de evitar desperdício de energia e sem nos enganarmos, a atitude de estar presente diminui a chance de erros, seja qual for a atividade.   
Com a prática continuada do yoga e da meditação, percebe-se uma maior coerência em nós. De forma natural, suave, quase imperceptível, o yoga se impõe e passa funcionar como uma segunda pele: uma linha tênue que une pensamento, palavra e ação em todos os momentos, o que nos dá uma sensação de conforto, calma e tranquilidade. Qualquer ação nossa dá a dimensão clara e reflete exatamente o que carregamos no coração e na mente.    
Imagens: http://orvalhoplantas.com.br/flor-de-lotus/

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Vida, yoga & espiritualidade: Leonardo Boff e Ayslam Kurdi

 
Em texto profundamente humano, inspirado e emocionante, Leonardo Boff nos faz questionar nossa própria humanidade e realidade. Não só lá, mas em todo lugar onde estivermos. Não só quando as coisas acontecem e nos emudecem, mas quando elas estão sendo gestadas e não fazemos nada. Que o digam os haitianos agredidos em cidades que os têm acolhido, ou as crianças sofridas que vemos nos noticiários, ou aqueles excluídos, de alguma maneira, que esperam um pouco de nossa compreensão, solidariedade e respeito. A dor é a mesma; o desprezo pelo outro, também. 
O homem ainda não aprendeu, ainda não entendeu que estamos aqui só de passagem. Chorar é bom; chocar-se é ótimo; indignar-se é bom também, mas sem uma ação concreta, tudo isso não resolve nada. É preciso sair da comoção e do choque causado pela fotografia e ir além, fazer algo real, na prática, no dia a dia, no nível das relações sociais de cada um, a partir da própria família. E ir além. Vale a leitura e a reflexão.   O pequenino Ayslan Kurdi nos faz chorar e pensar 
Imagem: imagenesyfotos.com